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Serviço Social e a Igreja

Por: Sibeli Ribas
É membro da IEIM Jardim das Américas.Graduada em Administração de Empresas e graduando em Serviço Social. Secretária da COBIM.
E-mail para contato: sibeli@cobim.com.br


Na profissão de Serviço Social há um debate muito forte sobre a definição do objeto do exercício profissional. Para se entender a profissão deve-se fazer um retrospecto sobre as circunstâncias sócio-econômicas que levaram ao reconhecimento do Serviço Social.

Primeiramente a profissão surge como uma ferramenta do Estado para “conter” os ânimos dos trabalhadores empobrecidos e explorados nas grandes fábricas que na época foi responsável pela maior demanda de emprego, porém sob o modelo de produção em série (fordista/taylorista), e altas jornadas de trabalho em condições insalubres. Esses fatos levaram trabalhadores a se organizarem em sindicatos, movimentos, partidos a fim de lutarem por melhores salários, condições de trabalho e redução de jornada de serviço.

O Serviço Social surge aí com a chamada “pedagogia da ajuda” que para a autora Marina Maciel de Abreu, em seu livro Serviço Social e Organização da cultura (2002), “o Serviço Social funda-se numa visão psicologista da questão social, reduzida às suas manifestações individuais. Este entendimento consubstancia a ‘ajuda’ psicossocial individualizada”, onde para ela resulta numa atuação profissional situada na esfera do indivíduo, logo as ações foram voltadas para a reforma moral e à reintegração social, neste sentido questões de pobreza, por exemplo, eram tratados pelos profissionais de assistência social como sendo de ordem moral.

Com o passar dos anos, as discussões sobre o exercício profissional nos diversos Conselhos, Encontros e Congressos, levaram os assistentes sociais a uma reconceituação profissional mais adequado à realidade brasileira (até então se praticava o modelo de atuação profissional norte americano). Passa-se a pensar a profissão como aquela que busca comprometer-se com as lutas das classes subalternas a fim de superar o imperialismo do capital e construir uma nova sociedade mais justa, menos desigual.

A caridade e a ajuda são bem vindas e necessárias, mas é preciso lembrar que “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. Mt. 4.4. Lawrence O. Richards, em seu livro “Guia do Leitor da Bíblia”, ressalta que” o compromisso de Jesus nos faz lembrar de que somos seres espirituais e físicos e que não podemos permitir que o corpo prevaleça sobre o nosso compromisso em fazer a vontade de Deus.” Portanto é evidente que o homem necessita de condições materiais para sobreviver, o próprio Cristo deu prova disto em várias ocasiões, como no milagre da multiplicação dos pães, mas sua preocupação com a espiritualidade do homem caminha concomitantemente aos prodígios, evidenciando que tão importante quanto à satisfação das necessidades físicas, é a transformação do modo de viver.

O desafio para o Serviço Social hoje é contribuir para o processo de educação política dos usuários do serviço público, através de uma reconceituação sócio-educacional que propicie a emancipação ao indivíduo enquanto ser político-social. À Igreja cabe compreender o exercício profissional do Serviço Social em sua totalidade, a fim de utilizá-lo como ferramenta para uma missão integral.


16 ago 2008 Reunião Conselho Willy Janz
16 ago 2008
Reunião Diretoria Executiva da COBIM
20 set 2008 Reunião Núcleo de Ação Social Menno Simons (NASMS)

2 comentário(s)

1 marco aurelio - 18-08-2008 19:05:38 | E-mail |

O que as igrejas devem fazer para participar dessa convenção?

2 PASTOR REGINALDO A. VALIM - 06-08-2008 08:43:44 | E-mail |

na verdade quero fazer uma pergunta:
os irmãos menonitas acreditam e vivem missão integral?

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