Nasce o Irmão...
Por: Tito Berry
É Escritor e Jornalista argentino radicado em Curitiba-PR.
Ministério S.E.L.O. do Espírito - Serviço Educativo para Líderes Operativos do Espírito.
E-mail: titoberry@hotmail.com
Na Versão Reina Valera da Bíblia em espanhol o texto de Provérbios 17.17 diz
assim:
“Em todo o tempo ama o amigo, e é como um irmão em tempo de angustia”.
Na Versão João Ferreira de Almeida do português, a última parte do texto traz
uma nota mais poética ao afirmar
“e na angustia nasce o irmão”.
Precisamos ter em claro que há uma notável diferença entre aflição e angústia, embora algumas versões intercambiam os termos. Podemos graficar ambos os termos como em se tratando de um atleta que corre. Ele está aflito por seguir e chegar à meta. Corre com preocupação e esforço, no entanto, chega um momento na sua carreira em que desanima e desiste; aqui ele está angustiado. Sente que não conseguirá chegar à meta. O esforço foi extremo, porém as pressões do ambiente foram tão cruéis que conseguiram neutraliza-lo.
Os cristãos que emigraram da Holanda para a Rússia continuaram animados no seu trabalho e edificando um relacionamento forte no meio ambiente da coletividade em que Menno Simons pastoreava junto de outros “despenseiros” do pasto que as ovelhas necessitavam na agreste Rússia de então.
A rainha zombou dos cristãos sofredores, mas eles, ainda que sofridos e despojados por fora, interiormente não desistiram do amor de Jesus para com as suas ovelhas e as ovelhas perdidas do mundo. Quem sabe o próprio sentido de pertencer ao único rebanho de Cristo, e a consciência do amor de Deus correndo nas suas veias, e a realidade tangente do amor do amigo em tempos de angustia, foram as razões para que eles não rejeitassem ser amarrados ao nome do seu pastor Menno, no entanto, permaneceram declarando firmemente que a única pedra firme para a vida temporal e eterna, era Jesus Cristo.
Sem perceber, a igreja gerou ali, no contexto das pressões de todo tipo em contra de sua liberdade, um irmão que ajudasse ao outro a levar as suas cargas, sem abandonar o único fundamento que é o Senhor Jesus.
Hoje, no nosso querido Brasil as pressões romanistas continuam perfazendo - como sempre -, e desde o início em Gênesis 3.15 o ódio mais cruel possível contra
“a mulher e o Seu filho varão” profetizados, e que certamente representam a igreja verdadeira e os santos vencedores em especial. Hoje a Serpente Antiga com o seu veneno espiritista e a multiplicidade de atalhos supersticiosos e esotéricos invadindo a nossa sociedade, ameaçam os cristãos desanimarem e até desistirem. Hoje, a avalanche destorcida, interessada e malvada dos “Direitos do Homem” atenta contra a Verdade de Deus que liberta, porque eles, três franjas escravizadoras que apertam e marcam a testa da maioria da população mundial: a religião expedicionária, a masmorra da política e a gangrena do poder econômico, fazem tudo para destruir na terra o testemunho paternal de Deus e de Sua família geradora de irmãos cristãos.
Porém, ainda quando não podemos confiar nem um pouco naqueles que não são irmãos nossos, podemos examinar-nos e alegrar-nos no meio das piores pressões meio ambientais se concluirmos que o nosso fundamento não depende do poder colonizador, nem do poder político e tampouco do poder econômico, e sim de Jesus Cristo, e nesta certeza devemos gerar filhos de Deus e irmãos nossos, e fazer nascer amigos dentre os irmãos, mostrando ao mundo, outra vez, que o amor de Deus pode mais que qualquer poder na terra, e enquanto eles matam os famintos, os frágeis, os pobres, os que pensam diferente, nós nos fortalecemos no Senhor e continuamos a fazer nascer irmãos vencedores de toda classe de mal.
(Escrito inspirado no meu relacionamento inesquecível com o saudoso Pastor Jacob Duck, quem me compartilhou o livro O DISCIPULADO DE JESUS).